Talvez Freud explique...


Perguntei ao meu superego, como é essa tal de esperança. Ele me respondeu isso depende muito de cada um. Uns querem vê-la na forma de paz e sossego. Enquanto, outros querem vê-la a sua maneira, mas isso é melhor você ver com seus olhos na praia.

Normalmente não sou tão cordato com meu superego, porém segui seu conselho e fui.

Quando cheguei à praia, pensei que havia chego tarde demais, lá havia milhares e milhares de pessoas que pelas suas expressões pareciam que tinham abocanhado toda esperança do mundo.

Fiquei perplexo, todo mundo desejava tudo de bom para os outros exclamando não podemos perder a esperança!

Aí me lembrei do que meu superego disse: “Depende muito do que cada um quer para si”.

Será que todo mundo deseja a mesma coisa que não conseguiram obter no ano que se acaba, e se justificando mutuamente pedem a mesma felicidade do ano velho, agradecendo a Deus por estarem vivos!

Será! Superego; afinal, é sempre a mesma euforia. Todos parecem tão felizes se abraçando e se beijando com um olhar malicioso de quem olha o traseiro do mundo sem censura!

Superego! É essa a tal de esperança?

Não faça pergunta difícil meu caro ego, para uma grande maioria da humanidade ela não está nem aí... Mas para outra parcela ela está preocupada em olhar seu próprio umbigo. Quando não está fazendo guerra e apavorando o resto do mundo com ações de terrorismo.

Contudo existe também a parcela de narcisista que gasta a vida cultuando o próprio corpo.

Mas, não vamos querer ser a palma do mundo...

Pois existe uma grande parcela da humanidade evoluindo através do esclarecimento preconizado pela espiritualidade de nosso Racionalismo Cristão, e outras filosofias preocupadas com o futuro da humanidade.

Nessa altura, um morteiro quase estoura meus tímpanos explodindo no meio da apresentação de pirotecnia, e o meu cachorro ganindo apavorado junto do sofá! Misericórdia!

Acordei...

Talvez Freud explique...
João Batista Avlis