Além do visível – Por João Batista Avlis

Quem estuda e prática os ensinamentos do Racionalismo Cristão, direcionando o livre-arbítrio para a prática do bem; conseguirá se auto identificar como Força e Matéria aceitando as suas encarnações anteriores, vendo agora a necessidade de resgatar os erros cometidos de vidas passadas, pelo menos parte deles na encarnação atual sem revoltas esclarecidamente e conscientemente de que tem deveres a cumprir.

A inteligência
A inteligência, como atributo mestre do espírito, orienta os demais atributos, apurando-os e contribuindo para torná-los melhores e mais eficientes. Portanto, da inteligência, dependem, os outros atributos espirituais, que se desenvolvem, expandem, crescem, ampliam e se aprimoram, de acordo com crescimento espiritual do espírito em cada encarnação, através da própria evolução.
A inteligência está na retaguarda do raciocínio, provendo-o dos meios necessários ao seu desdobramento.

Grande aliada da perfeição, a inteligência faz com que o ser humano reconheça as suas falhas, vejam bem: reconheça as suas falhas e procure evitá-las não por medo de castigos, mas para conscientemente da responsabilidade dos seus atos, não ter que vir repetir encarnações que seriam desnecessárias para corrigi-los. Já que o espírito estando encarnado tem a oportunidade de fazê-lo agora.

Uma Poupança Diferente – Por João Batista Avilis

Não queira adivinhar o futuro, saber se será feliz ou não.

Primeiro aprenda a engatinhar e depois andar na estrada da vida...

Pois, ninguém chega antes de partir e nem parte antes de chegar.

Assim como, ninguém chora antes de chorar.

Mas, o choro tem motivo de chorar, é a única coisa que sabe fazer! Agora, você já viu choro fazer alguém rir?

Eu não vi, mas, tem gente que diz o contrário que já chorou de tanto rir... Pode!...

Bullying - Fenômenos Sociais de Ontem e de Hoje - Por João Batista Avlis

Olá amigos, que bom que estejamos aqui, na Casa Berço do Racionalismo Cristão, para falarmos de coisas velhas que de repente vira coisa nova, vira modismo... Coisas que já aconteceram na vida de adolescentes e jovens, durante o longo caminhar da humanidade.

        Não vamos abordar agora tais eventos, eles ficaram no passado! Confirmado por um ditado que diz: “Bocado comido, bocado esquecido”. Ou “O Que Passou, Passou”.

         Mas, vira e mexe, mexe e vira: “O bocado comido” é requentado e aparece como um fenômeno novo, contudo, nada mais é do que reflexo do que já aconteceu no passado.

         O que acontece nos dias de hoje, daqui a algumas décadas será repetido com uma nova cara e fará grande alvoroço na mídia em geral, principalmente nas redes sociais. 

          E por que isso acontece?
         Acontece devido ao grande atraso espiritual da sociedade como um todo. Oriundo da degradação dos princípios de ética e de moral que deveria nortear as pessoas adultas, e elas pelo exemplo da sua conduta disciplinada ministrar aos filhos os ensinamentos de respeito, de tolerância e de solidariedade para com o seu próximo, o seu semelhante.

         Infelizmente, salvo as raras exceções isso não acontece... E esse tipo de relaxamento incentivado pelo conforto material dado pelos pais, e pela  condescendência excessiva de ordem disciplinar concedida; o jovem que é um espírito encarnado esquecido do seu projeto evolutivo feito no seu mundo de estágio, envolvido no ambiente denso do planeta Terra, extravasam suas tendências negativas trazidas de encarnações passadas.

Ponto de vista – Por João Batista Avlis

Limpeza Psíquica
   A emoção é sempre maior,
       Quando estamos na ativa,
           Mas, quando se aposenta, 
                Assim sem tirar e nem pôr,
                     A nossa perspectiva,
                         Muda depois dos sessenta...

                          A gente busca alternativa,
                             Mas, de repente o passado,
                                Nos fala de forma direta,
                                   Velho mantenha a mente ativa,
                                       Pois, os anos que têm no costado,
                                           Um dia já foi sua meta...

Obreiro – Por João Batista Avlis

              Eu gosto d’cor da peleja,
                 Quando se faz por amor a luta,
                   Ganha ouse perde isso caleja,
                     O caráter de quem labuta...
                                                *
                          O caráter guia a conduta,
                            Dos que não temem a inveja,
                             Dos que não temem a disputa,
                          Na busca do sonho que almeja...
                                                    *

Desalinho - Por João Batista Avlis

Tens que fazer faça com amor, 
Mas, nada faças por temor,
Ou, na esperança de um favor.

Faça sim pelo prazer de fazer,
Da necessidade de querer,
Da necessidade de viver.

Se for poeta cante um verso,
Se fores frade reze no terço,
Se fores fim vire começo.

O Prazer de plantar o bem – Por João Batista Avlis

Toda natureza planta o bem, e neste trabalho se serve da nuvem, se serve do vento, se serve a da Terra, se serve da água, num verdadeiro ato de amor.

Seja como a natureza: Onde houver um amor para plantar, planta-o tu. Onde houver um erro para corrigir, corrige-o tu.

Onde houver uma tarefa que todos recusam fazer faça-a tua. Seja aquele que tira a pedra do caminho, o ódio dos corações e as dificuldades dos problemas.

Plante a alegria de ser sincero, de ser justo. Porém, mais do que isso, plante a formosa, a imensa alegria de ser útil. Como seria triste o mundo se tudo já estivesse feito, se não houvesse uma roseira a plantar, uma iniciativa a tomar.

O Azulão e os Tico-Ticos – Por João Batista Avlis


Do nascer ao fim do dia um belo Azulão cantava,
E o pomar que atento ouvia a linda melodia,
Com o canto se encantava e flor que florescia,
Mais colorida ficava.

Um Bem-Te-Vi que tudo via seduzido pela canção,
Indagou: Azulão por que quando você canta,
E recebe vaia dos Tico-Ticos, você alteia a garganta,
Você empina o bico, e num canto magistral,
Você despreza o rival?

Sereno – Por João Batista Avlis

É lágrima d’ olho d’ água de rio,
Que esvai do ribombo da cascata,
E migra para zona de estio,
Condensada em nuvem de prata,
E depois de vagar no espaço vazio,
Volta prá terra numa serenata...

Aí! Umedece flores do campo,
Aí! Molha a terra ressequida,
Aí! Embaça a luz do pirilampo,
Aí! Renascem as cores da vida,
Aí! A folhagem muda de estampo,
E a paisagem fica colorida...

Ouço vozes e vejo luzes, tenho mediunidade?

Para avançar no entendimento sobre a faculdade da mediunidade, a criatura necessita partir do principio que é um espírito em evolução, porém encarnado num corpo humano, que exterioriza a sua sensibilidade através dos sentidos da audição, paladar, o tato, a visão e o olfato.

Cabe ainda assinalar que, um espírito antes de encarnar, tem a orientação de espíritos mais evoluídos, portanto conhece exatamente o que é imprescindível para a sua nova encarnação.

Mediunidade – Por João Batista Avlis

Mediunidade não é uma doença, não é um dom divino e nem um privilégio de espírito encarnado na Terra. Ela é conseguida pelo espírito em milhares de encarnações em vidas passadas através da vivência e das experiências positivas. Ela é inata a todo ser humano, principalmente a mediunidade da “Intuição” que as pessoas confundem com seus próprios pensamentos e vice-versa, e por falta do conhecimento espiritual chamam-na muitas vezes de sexto sentido.

O que as pessoas desconhecem, é que, a mediunidade é mais uma ferramenta que o espírito trás do seu mundo de estágio para ajudá-lo na atual encarnação. Assim, quando o espírito faz o seu plano para uma nova reencarnação, tem a orientação de espíritos do Astral Superior; quando então, trazem ou não, de acordo com as necessidades de cada um para a sua evolução, que reforçará na utilização os demais atributos espirituais em estado latente no seu corpo fluídico, além da mediunidade intuitiva; outras modalidades.  

Longe e Perto – Por João Batista Avlis

Estava lá tão perto e tão longe,
Que me sentia num seminário,
Isolado do mundo solitário,
Querendo achar a crença do monge,

Eu sei, eu fui mais um visionário,
Procurando achar a salvação,
Um atalho para o céu na oração,
Gastando as contas de um rosário.

Hoje, porém, fiquei refratário,
À mitologia do perdão,
Como se fosse uma benção,
Obtida num confessionário.

Curiosidade de passarinho - Por João Batista Avlis

Um Bem-Te-Vi que bicava um figo pendurado num galho de uma velha figueira solitária, de uma beira de estrada. De repente ficou intrigado com um vulto estranho todo enrolado numa pele de cabra, que agitando braços e mãos falava uma linguagem muito estranha.

Pelo gesto de pôr a mão na orelha como uma concha, parecia querer entender o que falava. Mas, a voz que saía da sua boca soava estranha ao próprio ouvido.

Curioso o Bem-Te-Vi, olhou ao seu redor e viu uma Coruja, em cima de um toco podre  observando um camundongo distraído.

Sem rodeios o Bem-Te-Vi perguntou:

- Sábia coruja, que língua estranha é essa que eu nunca vi ninguém falar?

A coruja que acabava de encher o papo com deliciosos figos, respondeu bem humorada: